FORÇA SEMPRE ♥
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
♥ Revista MTV ♥
Renato Russo influenciou uma geração. Criou músicas que tocavam em qualquer lugar do Brasil que tivesse, ao menos, um radinho de pilha. Como Raul Seixas, ele virou uma espécie de guru - coisa que, categórico, dizia passar longe: "Meu filho, não tem essa, sacou? Eu não quero exercer influência nenhuma".
Modesto, justificava o sucesso das letras de suas músicas pela mania que brasileiro tem de contar histórias. Não tem jeito: até hoje decorar Faroeste Caboclo é uma espécie de rito de passagem dos jovens urbanos. E, na carona, vêm Será, Eduardo e Mônica, Tempo Perdido...
"Uma só música não seria o bastante para mudar o que você é", acredita Antonio Carlos Sforza, que decidiu ser baixista da Legião Cover logo depois da morte do cantor. "Todas as músicas da Legião Urbana são inspiradoras e acabam influenciando o que você pensa da vida!", completa.
"Uma só música não seria o bastante para mudar o que você é", acredita Antonio Carlos Sforza, que decidiu ser baixista da Legião Cover logo depois da morte do cantor. "Todas as músicas da Legião Urbana são inspiradoras e acabam influenciando o que você pensa da vida!", completa.
Renato Russo sabia fazer músicas engajadas em tom de poesia. E assim, meio sem querer acabou virando um mito. Mito de milhares de fãs anônimos espalhados pelo Brasil e também de amigos bem próximos, artistas que sentem sua falta no cenário musical. "O Renato é muito superior a mim, é fácil ver issi, não estou fazendo nenhum exercício de autopiedade, só dizendo a verdade", desabafou Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial. Outra pessoa que não poupa elogios é Cássia Eller. Ela nos escreveu num e-mail curto e emocionado, a seguinte frase: "É um dos maiores compositores da gente, porra! Ele me ensina até hoje. Filho da puta!!! Muito obrigada, Renato Russo".
O anjo na Terra
"Renato Russo era bastante autodestrutivo", conta Arthur Dapieve, o autor da biografia Renato Russo - O Tovador Solitário. "Ele se achava muito feio - declarou certa vez que tinha sex appeal de uma velhinha de bóbis e penhoar", conta.
Desde a adolescência, Renato Russo já era alcoólatra. Só decidiu tentar abandonar o vício quando descobriu que estava com Aids, em 1990. Freqüentou o Alcoólicos Anônimos, mas mesmo quando á estava bem doente, no ano de sua morte, se escondia para beber. "Renato enchia um copo de requeijão até a borda com licor e tomava mesmo que fosse de manhã, ou no calor do Nordeste. Era impressionante", lembra Dapieve.
Além do álcool, Renato foi por muito tempo consumidor regular de drogas pesadas. E dizia: "No começo tem um certo glamour, mas depois... todo mundo lá se divertindo na piscina e eu lá, trancado", lamentava.
E, para completar o perfil de roqueiro irreverente, Renato Russo assumiu, em 1989, sua homossexualidade. Coisa pouco comum de se fazer, publicamente, aquele Brasil de 12 anos atrás. Mas nada disso soou como uma grande novidade para seus inúmeros fãs, algumas músicas, como Meninos e Meninas, davam dicas suficientes.
O punk romãntico
Renato Russo vagava do punk rebelde à mais melódica música romântica. O próprio Renato não entendia. Dizia sempre ter achado que a Legião era uma banda de rock, mas que quem ouvia rock pesado a considerava MPB. Ele mesmo resolvia o problema: "Isso não importa, rótulo é para reédio".
É difícil comparar a revolucionária. Que País é Este com a melancolia Vento no Litoral. "Tenho pavor de me repetir", falava Renato. "Quero cantar canções de amor, baladas íntimas, musiquinhas para cantar junto. Já desisti de salvar o mundo. Eduardo e Mônica estão divorciados", completava.
Renato inédito
Para matar a saudade dos fãs, o pesquisador de música Marcelo Froes foi contratado pela família de Renato para fazer um minucioso levantameto do material que nunca foi publicado. "Tem muita coisa legal, bastante música inédita, arranjos prontos, versões de músicas do David Bowie, Beatles e Led Zeppelin", antecipa.
Marcelo está mapeando todas as fitas do acervo particular de Renato, vasculhando o arquivo da banda na gravadora e logo terá acesso a tudo o que dado, Bonfá, técnicos e produtores dispõem. Por fim, fará um garimpo em rádios e TVs. Ainda não se sabe ao certo o que será feito de todo esse material, mas provavelmente sairá coisa muito boa.
Renato Russo virou mesmo um profeta pagão cujo culto só aumentou depois de sua morte em 11 de outubro de 1996. Ele conseguia transcender como ninguém ao tempo e ao espaço e tornar as palavras eternas. Já foram lançados discos póstumos, coletâneas e livros. Há também o projeto do Memorial Renato Russo em andamento. E, mesmo sem muitas coisas inéditas no catálogo, a Legião Urbana vende em média 350.000 discos por ano, mais ou menos o mesmo que Caetano vende a cada disco.
LETRAS COMENTADAS
Convidamos três pessoas - um amigo, um pesquisador musical e um fã profissional - para comentar algumas letras de Renato Russo.
Eu Sei
Marcelo Froes, produtor musical
Renato sempre comentava que ficou orgulhoso quando o engenheiro de som do estúdio londrino de Abbey Road, ao remasterizar a coleção de Cds da Legião Urbana, disse que Eu Sei soa como Beatles.
A parte da letra que diz: "Com quem você quer falar / Por horas e horas e horas" me faz sentir saudades dos nossos papos de madrugada.
Renato não tinha muita noção de fuso horário e ligava na hora que bem entendia. E eu sempre dava um jeito de espantar o sono e engrenar na conversa, que muitas vezes, rolava em inglês, sabe-se lá por quê.
Marcelo Froes, produtor musical
Renato sempre comentava que ficou orgulhoso quando o engenheiro de som do estúdio londrino de Abbey Road, ao remasterizar a coleção de Cds da Legião Urbana, disse que Eu Sei soa como Beatles.
A parte da letra que diz: "Com quem você quer falar / Por horas e horas e horas" me faz sentir saudades dos nossos papos de madrugada.
Renato não tinha muita noção de fuso horário e ligava na hora que bem entendia. E eu sempre dava um jeito de espantar o sono e engrenar na conversa, que muitas vezes, rolava em inglês, sabe-se lá por quê.
Quase Sem Querer
Dinho Ouro Preto
Existe um pedaço desta letra que eu acho sensacional. Fala sobre coisas que são impossíveis de ser ditas.
É um dos talentos do Renato: sintetizar coisas que todos querem dizer e não coseguem.
Num outro pedaço, ele fala que "o infinito é realmente um dos deuses mais lindos". Eu venho de uma família atéia, mas hoje me consdero um agnóstico.
Pra pessoas que, como eu, não têm religião isso é justamente a síntese da religiosidade.
Quando penso onde estamos e para onde vamos, o que mais me aproxima da sensação de Deus é o infinito.
Dinho Ouro Preto
Existe um pedaço desta letra que eu acho sensacional. Fala sobre coisas que são impossíveis de ser ditas.
É um dos talentos do Renato: sintetizar coisas que todos querem dizer e não coseguem.
Num outro pedaço, ele fala que "o infinito é realmente um dos deuses mais lindos". Eu venho de uma família atéia, mas hoje me consdero um agnóstico.
Pra pessoas que, como eu, não têm religião isso é justamente a síntese da religiosidade.
Quando penso onde estamos e para onde vamos, o que mais me aproxima da sensação de Deus é o infinito.
Metal Contra as Nuvens
Eduardo Toledo, do site O Sopro do Dragão
Renato Russo usou e abusou da situação política que o país atravessava para compor esta música. Ele estava querendo comprar um apartamento e teve seu dinheiro confiscado da poupança. Isso fica bem claro quando o cantor diz que quase acreditou nas promessas. Continua com mais críticas: "E o que vejo é fome e destruição", e completa, desacreditado, "perdi o meu castelo". No fim, muda de assunto e fala sobre Aids.
Já desconfiava de que era soropositivo, faz referência aos amigos que morreram da doença e termina dizendo que não se entregaria sem lutar.
Eduardo Toledo, do site O Sopro do Dragão
Renato Russo usou e abusou da situação política que o país atravessava para compor esta música. Ele estava querendo comprar um apartamento e teve seu dinheiro confiscado da poupança. Isso fica bem claro quando o cantor diz que quase acreditou nas promessas. Continua com mais críticas: "E o que vejo é fome e destruição", e completa, desacreditado, "perdi o meu castelo". No fim, muda de assunto e fala sobre Aids.
Já desconfiava de que era soropositivo, faz referência aos amigos que morreram da doença e termina dizendo que não se entregaria sem lutar.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
♥ Legião Urbana sobrevive 15 anos após fim da banda ♥
A divulgação de um clipe em que os atores Wagner Moura e Alinne Moraes cantam na íntegra "Tempo Perdido" é mais uma entre tantas provas de que a banda Legião Urbana, que acabou há 15 anos (em 1996), não só continua viva como parece estar ganhando ainda mais força no cenário musical. O vídeo faz parte do material de divulgação do filme "O Homem do Futuro", de Cláudio Torres, com estreia prevista para 2 de setembro. No dia 12 de junho, Dia dos Namorados, a operadora de telefonia Vivo divulgou um clipe da música "Eduardo e Mônica", realizado especialmente para a ocasião. O vídeo teve produção da O2 Filmes, de Fernando Meirelles. Esta, no entanto, foi uma entre tantas canções do Legião que nunca tiveram um clipe oficial.
Os exemplos dessa recente invasão da banda são inúmeros. Até o fim do ano, será lançado em circuito comercial o longa "Faroeste Caboclo", com direção de René Sampaio, que conta a história da música homônima. A trajetória de Renato Russo e a história de sua banda também ganharão as telonas. "Somos Tão Jovens", dirigido por Antônio Carlos da Fontoura, está sendo rodado e será lançado em 2012. Além disso, a música "Que País é Esse" entrou na trilha sonora da novela das 9 da Globo, "Insensato Coração", colocando a banda ainda mais em evidência.
No fim do ano passado, toda a discografia do Legião foi relançada, remasterizada e em vinil. Para completar, os filmes "Vips" (2010), de Toniko Melo, e "Meu Nome Não é Johnny" (2008), de Mauro Lima, também tiveram músicas da banda incluídas na trilha sonora. Numa busca rápida no YouTube, o internauta também encontra vários vídeos de pessoas que incluíram o som do Legião em produções caseiras.
Segundo a gravadora EMI, a banda originária de Brasília já vendeu 17 milhões de discos até hoje. Todos os anos, uma média de 250 mil cópias de seus álbuns são consumidas, isso apesar de a última produção do Legião, "Como é que se Diz Eu Te Amo", ter sido lançada há dez anos, em 2001, a partir do show ao vivo realizado em 1994. "Esse movimento é espontâneo. Não planejamos isso", diz Dado Villa-Lobos, ex-guitarrista da banda. "Uma história como a do 'Faroeste Caboclo', mostrando as mazelas desse Brasilzão, ou uma história de amor tão forte quanto a de 'Eduardo e Mônica', são atemporais. Por isso sobrevivem até hoje", analisa.
O guitarrista conta que, no Dia dos Namorados, recebeu em casa um misterioso DVD. Era o videoclipe da música feito pela Vivo. "Eu me emocionei, de verdade. Voltou tudo que fizemos naquela época, principalmente porque essa foi uma música para a qual não produzimos um clipe oficial." O filho de Dado, Nicolau Villa-Lobos, de 23 anos, estudante de cinema na PUC do Rio, fará ponta no longa "Somos Tão Jovens", interpretando o próprio pai. O filme vai focar a produção musical das bandas do Planalto Central, com especial destaque para Renato Russo.
Marcelo Torres, produtor executivo de "Somos Tão Jovens", acredita que o interesse pelas bandas da década 80 permanece porque não apareceu nada melhor. "Cite uma boa banda de rock surgida nos últimos anos. Não tem", afirma. O longa tem orçamento de R$ 6 milhões e as filmagens terminarão em julho.
O gerente de web e mídia social da Vivo, João Bell, de 40 anos, viveu o auge do Legião. Quando o recente clipe de "Eduardo e Mônica" foi divulgado, ele teve uma surpresa. Sua sobrinha de 16 anos o procurou dizendo que tinha descoberto a banda depois de ver o comercial. "O Eduardo da música tem 16 anos. Pensamos se a canção não estaria datada, já que foi lançada há 25 anos. Como os jovens a receberiam? O Legião ainda fala com todas as idades porque as letras tratam de amor de uma forma sincera", avalia Bell.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
♥ EXCLUSIVO
Marcelo Bonfá: ''Renato Russo sem a Legião, não seria Renato Russo’’
Baterista da Legião Urbana fala do resgate de sons da banda, como Eduardo e Mônica, e conta como se relacionava com o integrante mais polêmico do grupo
Logo no primeiro contato, essa entrevista parecia que teria algo diferente. Sem ter um telefone ou endereço de Marcelo Bonfá, hoje com 46 anos, acessamos o site oficial do músico e mandamos um e-mail como única alternativa de chegar até ele. Chegamos rapidamente. A resposta veio cinco minutos depois. “Entrevista? Tudo bem. Como quer fazer?”, escreveu, objetivo, o baterista da Legião Urbana, umas das principais bandas de rock do Brasil, surgida em 1982 e que até hoje, quase trinta anos depois, ainda provoca paixões.
O exemplo mais recente desta paixão foi o efeito viral do filme promocional da Vivo para o Dia dos Namorados com trilha e roteiro inspirado na música Eduardo e Mônica, de 1986. Em apenas duas semanas, o vídeo foi visto mais de sete milhões de vezes. Ainda este ano, mais um sucesso da banda liderada por Renato Russo será adaptada para o cinema, a saga de João de Santo Cristo da canção Faroeste Caboclo. O filho mais velho de Bonfá, João Pedro, do relacionamento com a atriz Isabela Garcia, deve fazer um dos papéis na produção.
Na conversa com Contigo! Online, Bonfá se mostra um pai coruja, um marido apaixonado, um empresário, mas ainda não perdeu o estilo rebelde de falar o que pensa. Quando terminamos a entrevista, ao abrir o correio eletrônico nos deparamos ainda com um aviso. “Hoje é isso! Amanhã posso mudar de idéia (risos)”, despediu-se. A seguir os principais trechos da nossa entrevista com ele:
Contigo! Online: Qual foi sua primeira sensação quando viu o curta Eduardo e Mônica?
Marcelo Bonfá: Achei muito lindinho (risos). Acho sim que eles fizeram direitinho.Acho até que o Renato iria adorar! Eles foram bem fiéis a letra. As músicas da Legião Urbana são muito visuais e é sempre difícil transformar uma música em algo visual com toda aquela carga emocional.
Contigo! Online: Tanto tempo se passou e as músicas da Legião parecem tão atuais. A que você atribui isso?
MB: As músicas da Legião Urbana são atuais, ou melhor, atemporais, pois se o mundo mudar completamente daquilo que tratamos nas nossas músicas, o mundo não vai mais existir. Pelo menos pra mim (risos). Mas os jovens estão sempre mudando e suas questões, também. Esta geração tem pela frente grandes desafios. E acho que é um bom momento sim para se resgatar o nosso trabalho no âmbito que estas novas tecnologias têm conseguido atingir. Pois até então a música no Brasil, que para mim é a arte suprema, estava muito ruinzinha. Imagino que muita gente deve ter visto este vídeo (ou melhor, ouvido esta música) e ficado muito mais surpreso do que nós com o resultado, por verem que é possível fazer coisas com qualidade e atingir muita gente. Aliás, eu fico muito mais feliz do que surpreso.
Contigo! Online: Como você está vivendo esse resgate das músicas da Legião?
MB: Estou gostando muito. Nesse momento através da tecnologia e da internet, essas músicas atingirão um novo patamar. As pessoas ficaram em um vazio nesses últimos anos, com coisas sem conteúdo, com muito audiovisual.
Contigo! Online: Qual é a melhor lembrança que você tem da época da Legião Urbana? Pode falar algum momento inesquecível?
MB: Ah não, por favor!...Foram muitas emoções... Uma atrás da outra.
Contigo! Online: O Renato Russo era muito polêmico, a fama era de um temperamento difícil, como você fazia para lidar com ele?
MB: Renato era um cara complicado, conturbado. Agora, acho que cada um na sua. Cada um na sua função. O Renato Russo sem a Legião Urbana, não seria Renato Russo. É um trabalho de equipe que foi construído ali. A Legião era muito mais gente do que uma pessoa só. Lembro até de uma frase que o Renato falava muito nos shows. “Conhece a Legião Urbana. A Legião são vocês!”.
Contigo! Online: Você ainda tem algum contato com a família do Renato?
MB: Na verdade não. Eles estão em Brasília e eu estou no Rio de Janeiro há 20 anos. O nosso contato é mínimo.
Contigo! Online: Questões como o combate a homofobia e bissexualidade estão em alta hoje. O Renato Russo já levantava essa bandeira há anos. Em alguns momentos você não pensa.. “Cara, se o Renato estivesse aqui agora...”?
MB: Sinceramente não. Até porque não sou gay. Lembre-se que ele já dizia que “ o mundo anda tão complicado”...imagina o que ele diria hoje! Infelizmente as questões não se resumem aos direitos dos gays. Os problemas do Brasil e da humanidade estão muito mais sérios, e ainda ficamos discutindo quem pode namorar quem? Somos muito lentos quando se trata de resolver questões vitais para a coletividade. As razões são muitas e vai da burrice ao oportunismo dos nossos administradores políticos.
Contigo! Online: Além de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, teria mais alguma canção que você gostaria de ver documentada em vídeo?
MB: Vivemos um momento audiovisual. Até demais. Nossas músicas foram feitas numa época bem diferente e nem faz tanto tempo assim. Mas nunca precisamos de imagem para passar o recado. Acho que a imagem para música é dispensável. Eu sou totalmente visual,crio minhas próprias imagens.
Contigo! Online: Você vive também dos direitos autorais da Legião Urbana, certo?
MB: Sim, lógico. Eu recebo muito menos do que deveria, mas... (risos)
Contigo! Online: E do que mais você vive? Como prosseguiu sua carreira?
MB: Depois (do fim da Legião) eu gravei ainda três álbuns, o primeiro vendeu mais que 30 mil LPs, faço shows e tenho outros negócios também. Não gosto tanto de falar sobre eles, mas vamos falar que me ocupo bastante. Eu pretendo lançar uma cachaça orgânica agora, tenho uma fazenda onde será produzida, em pequena escala. Estou ainda em vias de legalização da empresa.
Contigo! Online: Como estão seus projetos profissionais para esse ano?
MB: Estou trabalhando o meu quarto álbum, mas ainda não decidi como apresentá-lo ao público. Também estou fazendo apresentações pelo país com minha banda.
Contigo! Online: Você teve um filho com a atriz Isabela Garcia. Agora você está casado, tem quantos filhos?
MB: Eu tenho o João Pedro (com a Isabela), agora com 23 anos, e o Tiago, com 19. O João é músico, faço shows com ele, é a minha cara. E o Tiago passou agora para a IBMEC ((Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). A minha esposa é a Simoni Almeida, que me ajuda em muita coisa, tanto fora quanto dentro de casa. Graça a Deus eu tive muita sorte nessa vida.
O exemplo mais recente desta paixão foi o efeito viral do filme promocional da Vivo para o Dia dos Namorados com trilha e roteiro inspirado na música Eduardo e Mônica, de 1986. Em apenas duas semanas, o vídeo foi visto mais de sete milhões de vezes. Ainda este ano, mais um sucesso da banda liderada por Renato Russo será adaptada para o cinema, a saga de João de Santo Cristo da canção Faroeste Caboclo. O filho mais velho de Bonfá, João Pedro, do relacionamento com a atriz Isabela Garcia, deve fazer um dos papéis na produção.
Na conversa com Contigo! Online, Bonfá se mostra um pai coruja, um marido apaixonado, um empresário, mas ainda não perdeu o estilo rebelde de falar o que pensa. Quando terminamos a entrevista, ao abrir o correio eletrônico nos deparamos ainda com um aviso. “Hoje é isso! Amanhã posso mudar de idéia (risos)”, despediu-se. A seguir os principais trechos da nossa entrevista com ele:
Contigo! Online: Qual foi sua primeira sensação quando viu o curta Eduardo e Mônica?
Marcelo Bonfá: Achei muito lindinho (risos). Acho sim que eles fizeram direitinho.Acho até que o Renato iria adorar! Eles foram bem fiéis a letra. As músicas da Legião Urbana são muito visuais e é sempre difícil transformar uma música em algo visual com toda aquela carga emocional.
Contigo! Online: Tanto tempo se passou e as músicas da Legião parecem tão atuais. A que você atribui isso?
MB: As músicas da Legião Urbana são atuais, ou melhor, atemporais, pois se o mundo mudar completamente daquilo que tratamos nas nossas músicas, o mundo não vai mais existir. Pelo menos pra mim (risos). Mas os jovens estão sempre mudando e suas questões, também. Esta geração tem pela frente grandes desafios. E acho que é um bom momento sim para se resgatar o nosso trabalho no âmbito que estas novas tecnologias têm conseguido atingir. Pois até então a música no Brasil, que para mim é a arte suprema, estava muito ruinzinha. Imagino que muita gente deve ter visto este vídeo (ou melhor, ouvido esta música) e ficado muito mais surpreso do que nós com o resultado, por verem que é possível fazer coisas com qualidade e atingir muita gente. Aliás, eu fico muito mais feliz do que surpreso.
Contigo! Online: Como você está vivendo esse resgate das músicas da Legião?
MB: Estou gostando muito. Nesse momento através da tecnologia e da internet, essas músicas atingirão um novo patamar. As pessoas ficaram em um vazio nesses últimos anos, com coisas sem conteúdo, com muito audiovisual.
Contigo! Online: Qual é a melhor lembrança que você tem da época da Legião Urbana? Pode falar algum momento inesquecível?
MB: Ah não, por favor!...Foram muitas emoções... Uma atrás da outra.
Contigo! Online: O Renato Russo era muito polêmico, a fama era de um temperamento difícil, como você fazia para lidar com ele?
MB: Renato era um cara complicado, conturbado. Agora, acho que cada um na sua. Cada um na sua função. O Renato Russo sem a Legião Urbana, não seria Renato Russo. É um trabalho de equipe que foi construído ali. A Legião era muito mais gente do que uma pessoa só. Lembro até de uma frase que o Renato falava muito nos shows. “Conhece a Legião Urbana. A Legião são vocês!”.
Contigo! Online: Você ainda tem algum contato com a família do Renato?
MB: Na verdade não. Eles estão em Brasília e eu estou no Rio de Janeiro há 20 anos. O nosso contato é mínimo.
Contigo! Online: Questões como o combate a homofobia e bissexualidade estão em alta hoje. O Renato Russo já levantava essa bandeira há anos. Em alguns momentos você não pensa.. “Cara, se o Renato estivesse aqui agora...”?
MB: Sinceramente não. Até porque não sou gay. Lembre-se que ele já dizia que “ o mundo anda tão complicado”...imagina o que ele diria hoje! Infelizmente as questões não se resumem aos direitos dos gays. Os problemas do Brasil e da humanidade estão muito mais sérios, e ainda ficamos discutindo quem pode namorar quem? Somos muito lentos quando se trata de resolver questões vitais para a coletividade. As razões são muitas e vai da burrice ao oportunismo dos nossos administradores políticos.
Contigo! Online: Além de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, teria mais alguma canção que você gostaria de ver documentada em vídeo?
MB: Vivemos um momento audiovisual. Até demais. Nossas músicas foram feitas numa época bem diferente e nem faz tanto tempo assim. Mas nunca precisamos de imagem para passar o recado. Acho que a imagem para música é dispensável. Eu sou totalmente visual,crio minhas próprias imagens.
Contigo! Online: Você vive também dos direitos autorais da Legião Urbana, certo?
MB: Sim, lógico. Eu recebo muito menos do que deveria, mas... (risos)
Contigo! Online: E do que mais você vive? Como prosseguiu sua carreira?
MB: Depois (do fim da Legião) eu gravei ainda três álbuns, o primeiro vendeu mais que 30 mil LPs, faço shows e tenho outros negócios também. Não gosto tanto de falar sobre eles, mas vamos falar que me ocupo bastante. Eu pretendo lançar uma cachaça orgânica agora, tenho uma fazenda onde será produzida, em pequena escala. Estou ainda em vias de legalização da empresa.
Contigo! Online: Como estão seus projetos profissionais para esse ano?
MB: Estou trabalhando o meu quarto álbum, mas ainda não decidi como apresentá-lo ao público. Também estou fazendo apresentações pelo país com minha banda.
Contigo! Online: Você teve um filho com a atriz Isabela Garcia. Agora você está casado, tem quantos filhos?
MB: Eu tenho o João Pedro (com a Isabela), agora com 23 anos, e o Tiago, com 19. O João é músico, faço shows com ele, é a minha cara. E o Tiago passou agora para a IBMEC ((Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). A minha esposa é a Simoni Almeida, que me ajuda em muita coisa, tanto fora quanto dentro de casa. Graça a Deus eu tive muita sorte nessa vida.
Por Por Roseane Santos, de Contigo Online
22/06/2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A legião Domina
Depois da Trilha sonora do filme "Vips" em que Wagner moura canta a música ♪ SERÁ ♪
Agora, no mais novo lançamento do cinena nacional , "O Homem do futuro". Estrelado por Wagner Moura e Aline Moraes,
Trouxe mais uma canção da Legião urbana.
Aqui o Video em que Aline e Wagner canta a música ♪TEMPO PERDIDO♪
Site do Filme:http://ohomemdofuturo.com.br/
FORÇA SEMPRE ♥
Agora, no mais novo lançamento do cinena nacional , "O Homem do futuro". Estrelado por Wagner Moura e Aline Moraes,
Trouxe mais uma canção da Legião urbana.
Aqui o Video em que Aline e Wagner canta a música ♪TEMPO PERDIDO♪
Site do Filme:http://ohomemdofuturo.com.br/
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domingo, 12 de junho de 2011
♥Comercial da vivo dia dos Namorados ♪ Eduardo e Mônica ♪
O video ficou tão lindo.
Uma prévia de como está perfeito o Filme
A operadora de telefonia móvel vivo lançou o videoclip como estratégia para aproveitar o Dia dos Namorados, no dia 12 de Junho. Rapidamente, o filme "Eduardo e Mónica" atingiu mais de 1,4 milhões de visualizações e alcançou os "Trending Topics" do "Twitter". O fenómeno foi comparado à "A Banda Mais Bonita da Cidade", que fez muito sucesso com a canção "Oração".
A peça tem quatro minutos e promete ser a produção mais cara deste ano. Além de estar disponível nas redes sociais, a curta-metragem de Eduardo e Mónica vai passar nas salas de cinema de algumas capitais brasileiras entre o dia 10 e 16 de Junho.
FORÇA SEMPRE ♥
Uma prévia de como está perfeito o Filme
A operadora de telefonia móvel vivo lançou o videoclip como estratégia para aproveitar o Dia dos Namorados, no dia 12 de Junho. Rapidamente, o filme "Eduardo e Mónica" atingiu mais de 1,4 milhões de visualizações e alcançou os "Trending Topics" do "Twitter". O fenómeno foi comparado à "A Banda Mais Bonita da Cidade", que fez muito sucesso com a canção "Oração".
A peça tem quatro minutos e promete ser a produção mais cara deste ano. Além de estar disponível nas redes sociais, a curta-metragem de Eduardo e Mónica vai passar nas salas de cinema de algumas capitais brasileiras entre o dia 10 e 16 de Junho.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
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