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domingo, 14 de novembro de 2010

Renato segundo seus amigos "Depoimentos"

"Era um idealista", diz Roger Moreira, do Ultraje

Amigos, colegas e vizinhos se manifestaram sobre a morte de Renato Russo. A seguir, alguns dos depoimentos sobre o cantor.
Nota oficial da gravadora da Legião Urbana, EMI-Odeon "Lamentamos profundamente a morte ocorrida nesta madrugada do nosso querido Renato Russo, cuja memória permanecerá viva na lembrança do povo perpetuada que está em seu inesgotável talento e na beleza de suas obras e interpretações, que tivemos o privilégio de fixar para a eternidade. Mais do que um extraordinário artista, perdemos um grande companheiro e amigo. Que Renato Russo descanse em paz."
Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor "Estou chocado. O Renato era um cara de um carisma impressionante, um idealista. Admirava também o seu caráter - nunca precisou se vender ao sistema para fazer sucesso. Ele viveu pra dizer o que pensava."
Edgar Scandurra, guitarrista do IRA! "O Ira e o Legião começaram a carreira juntos, em 1977. A gente com o nome de Subúrbio e eles como Aborto Elétrico. A gente tocava nos mesmo lugares aqui em São Paulo - Rose Bom Bom, Radar Tam Tam, Napalm. Era todo mundo adolescente na época, lembro dele me presenteando com um disco do Small Faces, com uma dedicatória super-carinhosa. Me dava muito bem com o Renato."
Marina Lima, cantora "Nós fizemos um grupo de estudos de filosofia juntos. Mas não posso dizer que era íntima dele, seria uma blasfêmia. O Renato era uma pessoa muito cerimoniosa. Acho uma perda enorme para a música brasileira, ele tinha um talento ímpar. Para minha geração em particular é uma perda terrível, igual à do Cazuza. Fica um vazio enorme, um sentimento amargo de incompreensão desse tempo em que vivo."
Carlos Trilha, tecladista (tocou em todas as faixas do último disco do Legião, A Tempestade) "Renato sempre foi muito triste e sozinho, mas nos últimos três meses, se isolou completamente."
Francisca Maria da Silva, 50 anos (vizinha de Renato Russo) "Gostava muito de ouvir ele tocar teclado. Ele costumava tocar Brasileirinho, Asa Branca e Pais e Filhos, uma música que me marcou muito. Há três semanas, parei de ouvir o teclado e achei que ele tivesse viajado. O relacionamento dele com os vizinhos era por meio das músicas que saíam de seu apartamento."
Lulu Santos, cantor e guitarrista "Estou muito chocado para falar a respeito"
Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra "O Cidade Negra sempre fez reggae, mas mesmo assim a gente foi muito influenciado pelas letras dele. O Renato era um ídolo para todo mundo da nossa geração. Eu ficava tremendo toda vez que era apresentado a ele."
Roberto Dranoff, da Red Hot Organization "Passei anos tocando Legião na Jovem Pan. Chegamos a pensar em convidá-lo para entrar no projeto do Red Hot and Rio. Para mim, ele e o Arnaldo Antunes são os melhores do Brasil."
Carlos Maltz, baterista da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii "Renato Russo foi o maior cantor de minha geração, e eu comecei a tocar imitando o Legião Urbana. Espero que agora ele encontre o seu caminho."
Fernanda Takai, vocalista da banda mineira Pato Fu "É um episódio muito triste, não há como medir a perda de um artista assim. A pesar de atitudes de não querer dar entrevistas ou mesmo fazer shows, Renato Russo era adorado pelos fãs: para ele, suas palavras valiam ouro. Com o tempo, a gente vai sentir o peso de sua morte para a história do rock brasileiro."
Cascão, vocalista da banda Detrito Federal "É completa a influência que ele teve sobre mim. Brasília tinha uma cara administrativa e ele foi o estopim que mostrou a cara jovem dela. A influência dele no som da minha banda, Detrito Federal, também foi gigantesco. Quando ouvi o Aborto Elétrico (primeira banda de Renato) pensei: É isso que eu quero fazer. E o lema da época era o do it yourself, então fui atrás de uma banda. Pode-se dizer que o Renato Russo é o nosso JK, o que o Juscelino Kubitschek foi para Brasília o Renato foi para a juventude dela."

Legião Urbana faz canções para jovens em crise

Novo disco da banda, `A Tempestade', é manual de educação sentimental repleto de clichês
JOTABÊ MEDEIROS SP
Convenhamos: os versos do Legião Urbana não são o que costumamos chamar de "achados poéticos". Observem: Não confunda ética com éter/Não façamos do amor algo desonesto/Não se pode olhar pra trás sem aprender alguma coisa pro futuro/Tem gente que não tem nada e outros têm mais do que precisam. Todos esses MaCclichês estão em Tempestade (EMI), o novo disco do Legião, que é uma espécie de manual de educação sentimental para teenagers com crises existenciais e mesadas esporádicas. Renato Russo fala de como acha que o teen deve proceder em assuntos de amor, trabalho, amizade, lealdade, etc. Renato Russo, no entanto, não é uma "má influência", no sentido kierkegaardiano do termo. Nem é burro: fez o disco com uma intenção clara e incluiu até um manifesto dessa disposição, a canção Aloha, em que diz: A juventude está sozinha/Não há ninguém para ajudar a explicar/Por que o mundo/É esse desastre que aí está." Daí, Russo se dispõe a explicar o mundo. Ele tinha abandonado essa intenção desde que o acusaram de messianismo, nos já distantes anos 80. Sua determinação de dizer como o "órfão" adolescente deveria se comportar tinha esmaecido quando houve um quebra-costela monumental num show em Brasília, os "órfãos" se comendo de pau. Mas Russo voltou à carga em A Tempestade. O problema é que ele é um professor que subestima os alunos. Seu CD é, também em sonoridade, um disco que remete à Legião dos anos 80, os "anos teen" do rock nacional. Há equivalentes sonoros bastante evidentes, como a canção Dezesseis, que é um óbvio remake de Faroeste Caboclo, desta vez tendo como personagem um James Dean tupiniquim. O disco é muito ruim, para não ficarmos em eufemismos. Os tecladinhos batidos de sempre conferem aquele som pré-Smiths a canções-ladainhas (como o carro-chefe A Via Láctea), didáticas ou catequizantes. Quando é rock, é antediluviano, lembrando aquelas coisas a que fomos submetidos nos anos dourados: Zero, Capital Inicial, RPM. No mundo das hipóteses, sinceramente, é até preferível que tenha sobrado Renato Russo ditando regra do que o inferno que seria agüentar Paulo Ricardo ou Guilherme Isnard ou Dinho Ouro Preto, se esses tivessem sobrevivido. Renato Russo é um dos mais interessantes artistas do rock nacional e é também um dos mais obstinados. Quando faz discos-solo, como o excepcional Stonewall Celebration, se supera e mostra que tem referências. Com o Legião, alterna bons e maus momentos, como esse Tempestade, mas não se pode dizer nunca que seja incoerente.

sábado, 6 de novembro de 2010

♥ A melhor amiga legionaria ♥

AMIGA 
"Mesmo sem te ver 
acho até que estou indu bem ....
"Queria até que pudesses me ver,
 és parte ainda do que me faz forte e pra ser honesto só um pouquinho infeliz...."
*"Encontrei nela a companhia ,que me deixa feliz .Amiga que desejo dar e receber um abraço simplismente ela veio e conquistou espaço em meu coração .
Mesmo na distancia é aquela que compartilha minha vida .Quero a tua amizade pra sempre 
lok ja AMO  vc  ........

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Controlando com mão de ferro as composições da Legião Urbana e desafiando a gravadora, o cantor conseguiu carta branca e venceu todas as apostas da carreira

Renato Russo foi um fenômeno da música brasileira, dentre outras coisas, porque tinha exata noção de onde queria chegar, do caminho a ser trilhado e da obstinação necessária para tal.
Leia também: Relançamento da discografia mantém Legião Urbana no posto de maior banda do rock brasileiroRecuperado, juntou os rascunhos do estaleiro e passou a se apresentar sozinho, aninhando-se no forte movimento punk de Brasília da época. De trovador solitário a líder da primeira banda, Aborto Elétrico, foi um pulo. Letras, postura, discurso, formato e metas de uma carreira, no entanto, haviam sido traçadas no período de convalescência.

“Renato era, acima de tudo, um profundo conhecedor da história do rock”, diz o jornalista Arthur Dapieve. “Ele foi o primeiro cara a peitar gravadora no Brasil e levar a melhor”, reforça o jornalista de VEJA Sergio Martins, no que é endossado por Dado Villa-Lobos: “Para gravar o nosso primeiro disco foi uma luta. Botamos pra correr quatro produtores. Teve gente querendo que gravássemos um disco de folk. Batemos o pé e só gravamos o que queríamos”.

“Batemos o pé” é uma generosidade do guitarrista. A voz imponente da banda era mesmo de Renato, que em trocas de bilhetes com o então executivo da EMI, Jorge Davidson, impunha desde a sequência das músicas nos discos até quais deveriam tocar nas rádios. Ele venceu todas as apostas e conquistou uma carta branca da gravadora.

O resultado veio em vendas. Mais de 1.000.000 de cópias no segundo disco, Dois, quando disputava espaço com todos os medalhões da época como Os Paralamas do Sucesso, Titãs e Kid Abelha. No começo dos anos 1990, quando lançou o disco As Quatro Estações, a banda já era a galinha dos ovos de ouro da gravadora.
O vocalista capitalizou inclusive a homossexualidade assumida forçosamente, ao contrário do modo aberto como, por exemplo, Cazuza estampou a sua opção sexual. Em 1994, com The Stonewall Concert Celebration, um disco de standards da música pop americana que fazia menção ao movimento gay de San Francisco, nos Estados Unidos, a questão abriu-se à discussão. A renda do disco foi integralmente voltada para o movimento Ação Pela Cidadania, do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Era o Renato Russo engajado. No ano seguinte, ele lançou o disco Equilíbrio Distante, um apanhado de canções pegajosas em italiano, que invadiu rádios e novelas e o aproximou de mais uma parcela significativa do público até então estranho ao da Legião Urbana. Tudo estava, de certo modo, concentrado na perenidade com que ele era capaz de alimentar o grupo, por vias diretas e indiretas.

Renato Russo foi um fenômeno da música brasileira, dentre outras coisas, porque tinha exata noção de onde queria chegar, do caminho a ser trilhado e da obstinação necessária para tal. Cioso de suas letras, copiando melodias e riffs de bandas inglesas obscuras a que a crítica não tinha acesso, ele era um homem que tratava a música também como um cálculo. Sabia que se começasse o disco com duas canções fortes, precisaria baixar o tom na terceira. Que um refrão curto e pegajoso o dariam cacife para emplacar adiante uma música longa e complexa como Faroeste Caboclo, ou Eduardo e Mônica, completamente fora dos padrões radiofônicos. Seus objetos de estudos eram os discos de rock que tinha em casa. Esmiuçava cada um deles e criava as fórmulas que testou durante 11 anos à frente da Legião.

A troca de bilhetes, argumentos e as disputas não eram tranqüilas, sequer dentro da banda. “Não vou gravar isso aqui, não, hein”, protestou um dos músicos diante de um trecho da letra de Daniel Na Cova dos Leões, que fazia referência velada a sexo oral. Bobagem. Renato realmente comandava o grupo - diz uma língua maldosa da indústria fonográfica da época, que “não era à toa que tinha dois membros bonitinhos e um negro. A formação era perfeita. Ele sobressaía e ainda contemplava as minorias”.

Impossível saber se tanto. Mas não é improvável que, pela maneira como guiou a carreira da banda, se relacionou com o público, dosou o contato com a mídia e controlou a direção artística da banda, a suspeita seja verdade. E comprova o tanto de gênio do último grande ídolo do rock nacional.
           

domingo, 31 de outubro de 2010

♥ eu amo a legião urbana ♥

As musicas da legião pra mim é trilha sonora em qualquer momento  da minha vida me bato com essas letras inteligentes que fala a realidade envolve sentimento politica juventude vida poblemas que a sociedade enfrenta no dia a dia  a cada minuto amo mas a legião urbana

sábado, 30 de outubro de 2010

♥Discografia do Legião Urbana é relançada em CD e vinil♥


Os 8 álbuns de carreira da Legião Urbana (álbuns de estúdio) ganham agora novas edições, criadas para agradar a colecionadores e fãs em geral da banda mais emblemática do rock brasileiro. As masters, já remasterizadas em Abbey Road, voltam às lojas com novos conteúdos editoriais, nos seguintes formatos:

Embagens em digipak: os álbuns Legião Urbana (1984), Dois (1986), Que País é este (1987), As Quatro Estações (1989), V (1991), Descobrimento Do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997), estão sendo reeditados em versões luxuosas, em formato digipak, com painéis triplos.Todos os encartes originais foram mantidos e estendidos, com mais de 80 fotos inéditas e textos exclusivamente escritos para as novas versões. Nessa versão, eles serão vendidos separadamente.

Box com 8 digipaks: Os mesmos 8 álbuns de carreira foram reunidos em uma caixa de luxo, que terá edição limitada de 2 mil unidades apenas, como edição de colecionador.

Formato vinil: Os seis primeiros álbuns da Legião Urbana (lançados entre 84 e 93), editados originalmente em vinil, voltam ao formato em edições de capa dupla, com fotos e textos inéditos. Já A Tempestade e Uma Outra Estação, editados originalmente em CD, foram adaptados ao formato vinil, ambos com dois LPs cada e capas duplas.

É a primeira vez que toda a discografia de uma banda nacional está disponível nestes três formatos, ao mesmo tempo. Também apenas a Legião Urbana passa a ter toda a sua obra de estúdio disponível em LP, num momento em que o formato ganha cada vez mais adeptos em nosso mercado.

A volta às lojas da obra da Legião Urbana é recebida com entusiasmo por Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e herdeiros de Renato Russo, atuantes em todo o processo de reedição. “É a volta do que nunca deveria ter ido, só que agora em grande estilo”, comenta Dado Villa Lobos. “As edições têm fotos extraordinárias, que trazem grandes lembranças e colocam a banda em seu devido lugar”, avalia Dado. Marcelo Bonfá concorda: “Sem desmerecer a revolução que a tecnologia digital vem causando na maneira de se lidar com a música, acho que muita gente ficará feliz se puder simplesmente ouvir um disco em sua vitrola”, completa o músico.

A longevidade da Legião Urbana, que as reedições reiteram, é outra marca da banda. Dado fornece algumas pistas: “Sem dúvida, a força e a universalidade do repertório têm a ver com essa longevidade”. Já Bonfá sintetiza o espírito da banda: “Poderia dizer, simplesmente, que a Legião permanece graças à paixão e a dedicação de alguns amigos rebeldes, músicos e artistas, protagonistas de uma nova cena cultural na capital do país, depois de um longo período de ditadura”.

A família de Renato Russo, representada por sua irmã, Carmem Manfredini, se junta aos músicos para celebrar a chegada das reedições: “A Legião Urbana já entrou definitivamente para a história do rock e da MPB. O esmero com o qual foi feita esta reedição só confirma isso. A obra da Legião Urbana, ao continuar sendo ouvida, lembrada, citada, admirada e até mesmo cultuada, faz com que nós da família possamos sentir não apenas orgulho, bem como uma certa surpresa, pois vivemos num pais que não preserva a sua memória histórica ou artista”, celebra Carmem.

Digipaks, vinis e box da Legião Urbana chegam às lojas dia 25 de outubro, em bookstores como Livraria da Travessa, FNAC, Saraiva e Livraria Cultura. As edições em vinil poderão ser encontradas na Saraiva, Livrarias Cultura e Travessa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

♥♥ A LEGIÃO URBANA VIVE♥♥

“E nossa história não estará
pelo avesso assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver.
Temos muito ainda por fazer,
não olhe pra trás.
Apenas começamos”. trecho de "Metal Contra as Nuvens"
Renato Russo gostava de uma história. Gostava de contá-las, de pintar a vida através de narrativas. Sua especialidade eram as canções. Ele sabia que a todo instante o nosso futuro recomeça e, assim, as histórias, quando são boas, nunca têm um fim. A Legião Urbana é uma delas. Uma história que precisou de dois amigos fiéis para ser escrita a seis mãos: Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Como as grandes histórias podem ser contadas de diversas formas, dependendo de quem as conta, a da Legião Urbana também